quinta-feira, 9 de junho de 2011

A Gente

Por onde caminha o Amor
Que ainda não vejo por cá,
Tristonho e cansado Menino
Pergunta somente "será?"

A linda donzela do sul
Não sabe do que ele sente
Pois vive perdida no espaço
Enquanto ele sorridente

Um dia ele vai ao encontro
Da linda donzela do sul
Vergonha lhe tinge o semblante
Talvez ela diga "it´s cool"

O que ele sente lá dentro
Do fundo de seu coração
Fumega qual fogo ardente
Compondo uma ardente canção

Se é lindo esse amor de Menino
Se é belo esse jeito de amar
Se é lindo o que é dela: o sorriso
Se os dois querem ter o Luar...

Cabelos compridos ao vento
Inspiram-lhe a já versejar
Um dia ela sabe, e atento
O "boy" vai dizer: "quer amar?"

Até brincadeira parece
O jeito da gente gostar
Daquilo que agrada aos ouvidos
A música em "Dó" a tocar

sexta-feira, 8 de abril de 2011

Inversão

Tenho procurado por uma Mulher assim como o músico que procura por uma bela sinfonia classuda. Mas não encontro mulher alguma dentro destes requisitos simbolicamente pertinentes ao meu caso em particular. Na verdade não consigo imaginar como seria a mulher perfeita para mim. Penso que cada pessoa possui lá suas características mais marcantes e mais importantes para um bom relacionamento (ou não). Todos temos qualidades virtuosas e defeitos viciosos na índole. Contudo é necessário um policiamento individual de cada consciência. E, infelizmente, o homem moderno já não tem feito mergulhos para dentro de si próprio. Tem mesmo é buscado realizações externamente materiais e "só". Mais da metade da população mundial tem procurado resolver questões financeiras em primeiro lugar. Se esquecem do espiritual. Se esquecem dos bons valores. Se esquecem de desenvolver o Amor.
Na realidade tudo o que digo aqui diz respeito (ou quer dizê-lo, pelo menos) à minha busca incessante por um par perfeito para dançar a valsa do Amor. E isto, para mim, é tão sério quanto uma boa carreira profissional. Não acho que o casamento é algo perdido para os dias modernos ou algo que perdeu a essência na sociedade contemporânea. Acho mesmo que deveríamos investir nos bons costumes e procurar resolver conflitos internos entre as famílias. E estou certo de que isto não é mera utopia. Não é algo onírico. Nem devaneio. É plenamente realizável para quem "quiser".
Penso que a mulher para casar é aquela com quem dividirei o pão, os sonhos, anseios, pesadelos, dúvidas, certezas, talvez malícias (com o perdão do raciocínio); será alguém com quem compartilharei minhas idiossincrasias tão singulares na sociedade em que vivo hoje. Minha Princesa merecerá este título porque não procurarei por uma simples garota (não que eu acredite no ideal romântico das escolas literárias), mas sim por uma Mulher. Alguém com valores estéticos e ideológicos plenamente concretos (mesmo nos abstratos valores de mundo). Uma Mulher menina, uma Menina-Mulher. Delicada, mas forte. Firme, porém sutil. Dócil, mas madura. Ah! sei lá. Definir uma Mulher ideal é difícil. Não sei bem como seria a Mulher de que preciso para que tudo ocorra bem. Só Deus mesmo sabe dizer e escolher. Afinal, não sou eu que tenho o manual de mim mesmo. Sei que gosto de um padrão (digamos) de beleza feminina (tanto externo quanto interno), mas o que importa é ser recíproco, isto é, que nosso Amor seja flexivelmente maduro e dinâmico. Poético. Jornalístico. Cronical. Prosaico. Romântico. E, no melhor sentido do termo: moderno.

Hoje em dia as pessoas colocaram na cabeça que as coisas são do jeito como são e não vão mudar jamais. E se esquecem de que tais coisas só são assim porque a maioria se acomodou em tais características sociais de valores. Nós criamos valores em cima de lixos ideológicos. Padrões de pensamentos advindos do consumismo gerado pelo Capitalismo. E isto sim é utópico. Criar um inferno na Terra.
Parece que o homem moderno aprendeu a rir-se de tudo, menos de si mesmo. Aprendeu a questionar a Religião Verdadeira (não só porque assim Ela se diz mas por ser a mais antiga e importante da história mundial), os valores espirituais da tradição, mas ainda não aprendeu a questionar o próprio cetiscismo, a própria descrença em si mesma.
Enfim, nós temos que aprender a lidar com esses hereges (até posso sentir um gostinho de perigo ao digitar tal termo, numa sociedade que se diz pacifista até para com os erros e pecados).
Hoje já não se pode dizer "herege", tampouco "pecador", pois a sociedade santificou o mundo. Valorizou o lixo. Desvalorizou a Virtude. Jogou aos entulhos as jóias que a história preservou por tantos séculos e adotou para si uma infinidade de bijuterias baratas de pensamentos e valores.

Decadência do Grande Valor

Ontem o prof. Felipe Aquino teve a audácia de bradar (no programa Escola da Fé da TV Canção Nova) que se o Concílio Vaticano II for passível de reavaliação e crítica (agora me falta a palavra específica que ele utilizou) então todos os demais concílios antecedentes deveriam sê-lo tambem!
Ora, isso prova a tamanha falta de noção e discernimento da parte do professor com relação a um concílio de cunho pastoral e um concílio de cunho dogmático. Não se deve equipará-los. Não se deve colocá-los num mesmo patamar prático-funcional.
A verdade é que as pessoas hoje tendem a simplificar e normatizar as coisas de maneira simplista e normativista. Ou seja, querem se desprender de responsabilidades ontológicas com as verdades da condição humana.
Se digo que o Inverno é o mesmo que o Verão, isto é, que amabas não passam de estações do ano, estou generalizando e mesclando os significados particulares de cada uma destas estações. Na realidade o Inverno é frio, e o Verão é tropicalmente quente. Isto significa que cada uma tem sua função prática e característica imanentemente ontológica. Não há que misturar as bolas.
O professor fez isto com os concílios anteriores e o último.

Hoje em dia tem muito disso. Pessoas relativizando tudo. Pessoas questionando coisas inquestionáveis (dogmas e até coisas óbvias). É o que se chamaria de hospício.
Sim. Estamos parecendo um bando de loucos internados num manicômio aberto. E assim, o que era considerado loucura de um único indivíduo numa comunidade qualquer, agora é o contrário: 98% da população tem tais (insanas) características de comportamento, enquanto que uma minoria, sadia intelectualmente, é tachada de maluca.
Nunca se viveu tamanho disparate filosófico-teológico.
Pessoas perdem valores tão facilmente hoje em dia. Mães não se importam mais com suas obrigações ontologicamente maternas. Pais não correspondem mais ao termo "paterno". Filhos se perdem do conceito de descendentes e passam a significar não mais que mera prole no meio social.
A família se perde.
O Grande Valor está em decadência total. Geral. Fenomenalmente insano.
Onde estão os malucos de plantão para nos salvar?
Digo maluco por necessitar de utilizar um termo controverso e paradoxo para expressar o que antes seria dizer que se procura por "um sábio".
Nietzsche já dizia que Deus havia sido morto pelo próprio homem. Que Ele já não mais importava na sociedade, e que agora quem dominaria seria o super-homem (bah!).
Não sei o que é pior: um maluco de verdade confinado em seus devaneios nada filosóficos (blasfêmeas), ou um povo que não sabe mais o que quer da vida.

quinta-feira, 31 de março de 2011

Há alguém? - Princípio da Identidade


"... Desde quando ele nasceu sempre foi forte, inteligente, diferente...
Mas por causa disto ele sempre procurou por alguém; alguém parecido consigo mesmo.
No entanto, de tanto procurar e não encontrar... já cansado e desanimado, ele parece ter desistido".

A solidão do gênio..
A solidão do artista...
A solidão...
Simplesmente a Solidão!

No escuro quarto onde dormita o coração
Onde, às vezes, acende a consciência sua pequena vela
Pensamentos e poesias divagam solitariamente!
E é lá... Lá onde habita o Artista!
O gênio da arte...
Da música, pintura, escultura...
Da Vida!

Na escura masmorra de sua própria Alma
Embalado de anseios
Desejos
Sonhos!

Seu Sonho?!
Voar!
Ir além do que o Horizonte ilustra
Tocar o Azul do Céu
Galgar montanhas
Trespassar gramíneas e prados verdejantes
Eis seus Sonhos!

Como num Princípio de Identidade
Ele procura abrigo
Um colo
Um lugar
Um sentimento
Um pensar
Este alguém é seu leito
De descanso
Por existir solitário
Na arte de viver só...
Querendo encontrar...
Buscando deixar de lado velhos conceitos
Largar o óbvio e o supérfluo
E assim passar a viver a Verdade em sua própria existência!

Há alguém?

terça-feira, 1 de dezembro de 2009

Da Obra-de-Arte


Para quem apenas contempla pode até não fazer diferença. A obra-de-arte é algo muito subjetivo e, na visão de quem a produz, fala de toda uma impressão de leitura existencial da vida. Mas é somente o próprio artista quem sabe como é vista uma obra produzida por ele próprio.
Quando o artista se inspira logo não pensa em quanto tempo durará na confecção de sua obra. Ele apenas se lança ao pincel (se for um pintor), ou à pena (se for um escritor) e deixa rolar o fenômeno criativo.
Este fenômeno artístico-criativo se dá quando a alma, no artista, quer colocar em evidência uma parcela de sua essência. É o momento no qual o homem se debruça sobre si mesmo e, num só golpe de pena ou pincel (ou qualquer outra forma de se fazer arte) cria uma centelha que espelha um pedacinho de si.
A obra-de-arte de um artista é o espelho de suas vivências, são suas conclusões empíricas da vida.
Por isso, todo artista é um idealista no momento em que se debruça sobre a pena - que é a arte em destaque aqui - para escrever seu romance, sua crônica ou sua poesia; é quando está apto a expor-se ao mundo daqueles que se dispuserem a assistí-lo.
Mas um fator histórico adoeceu a arte; causou um calo em seu seio artístico, seu espírito criacional: o "Capitalismo" acabou com a "fluência artística" nos homens. Isto porque, através deste movimento ambicioso, o homem artista se viu obrigado a escravizar a arte dentro de si em pró do sistema capitalista. Foi quando o capitalismo ditou as regras que movimentariam o mundo dos homens que a maioria dos artistas escolhera submeter a arte à essa infame forma de se compor obra-de-arte.
E reclamo aqui o termo "obra-de-arte", e restrinjo-o somente àqueles que fazem arte pelo puro prazer de criar e expor seus ideais ao mundo. Pois uma obra-de-arte que não sugir de parto natural, isto é, pelo mero impulso criacional inspirado pelo contato com a vida no artista, e que se submeter ao sistema rígidamente maligno do capEtalismo, aquele que institui prazo para que o artista termine sua obra (sempre apressadamente), será considerado obra de parto à Cesariana!
E obra-de-arte advinda de parto à Cesária, para mim, não é obra-de-arte no pleno sentido da palavra:
É produto comerciável!
E produto comercial é produto com outros fins que não o de exposição da centelha da alma!
Veja bem caro leitor(a), isto é triste artisticamente falando.
Quando um escritor for escrever um romance, por exemplo, que este esteja realmente motivado a compartilhar sua visão de mundo conosco, seus leitores. Mas se ele estiver fazendo-o por compromisso capEtalista (capetalismo é o movimento do capeta mesmo! - risos sarcásticos), estará sendo escravo em primeira mão e, pior que isto, estará escravizando a arte dentro de si para fins lucrativos de outrem!
Alguém que não possui senso artístico dentro de si e que explora os que o possuem para ganhar dinheiro deveria ser preso e torturado!
Vendedores...
Oh! abutres...
Parasitas do artístico nos artistas da terra...
Parem!
Deixem a arte ser o que ela deveria ser: expressão de perspectiva existencial empírica nos homens de arte!
Até quando o Capetalismo dominará a terra?
Até quando sem ninguém sensibilizado ao ponto de carregar este fardo de revolucionar o mundo por todos nós ?
Obra-de-arte é esponaneidade, é cultura, é visão de mundo, é sensação, é amor, é uma vida numa centelha artística.
Não submetam-na ao império Capetalista!
Deixem a arte fora disso!"

segunda-feira, 2 de fevereiro de 2009

Cada Macaco no "Seu" Galho!


Cuidado ao criticar (negativamente) uma ideologia, uma religião, uma filosofia....
Há um conceito muito maior...
Há uma força maior...
Uma só pessoa não tem o poder nem o direito (contanto que tenha bases sólidas, fundadas sobre muuuuuitas teses e raciocínios concordantes entre si) de criticar uma coisa que aconteceu envolvendo milhares de pessoas .
Quem sou eu para criticar uma revolução industrial, por exemplo, se nem compreendo (apesar de entender o que aconteceu lá) a essência de cada fato, em aspecto geral?
Você não pode embarcar num ataque virulento em relação a uma doutrina, se não compreende que aquilo que está lá, objeto alvo de sua crítica, tem razões muito fortes para ter acontecido "da maneira como aconteceu".
Seja política, seja religião, seja filosofia, seja qualquer coisa de "ordem social".
Somos seres coletivos, e morreremos dentro desta esfera existencial.
Tem pessoas que metem o pau em tudo e todos que fazem o que elas não fazem de ruim, mas se esquecem que elas também fazem muitas coisas que não são nem um pouco corretas ou elogiáveis.
Nota-se aí a verdade cristã quando Jesus diz para tirarmos a "trave" do nosso olho, para só depois tentarmos tirar o "cisco" do olho alheio.
Muitos afirmam que um determinado sistema sociológico está muitíssimo errado; mas não compreendem que aquele sistema está fundado sob toda uma história de inúmeros fatos.
Os fatos guiam a situação da vida.
Se você está em apuros, ou errado perante uma decisão, ou seja lá qual for o seu problema (causado por erro "seu"), basta analisar o contexto histórico, e tentar evitar cair no Egocentrismo, sabendo que até você erra sem perceber, por desatenção, ou distração involuntária.
Esta distração involuntária também está sujeita a acontecer com a massa de uma sociedade.
Vamos por partes, mas acima de tudo, humildes mediante as críticas sociais.
Sigamos nossos caminhos (os bons) em silêncio, sem jogar pedras nos tetos dos vizinhos na ideologia diferente da nossa.
Nosso teto (por mais que acreditemos ser perfeito) também pode ser um pouco parecido com o de vidro, dependendo da circunstância.

quarta-feira, 21 de janeiro de 2009